Em um movimento estratégico que visa revitalizar e diversificar a economia do Agreste pernambucano, o pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), anunciou em Santa Cruz do Capibaribe, nesta sexta-feira (8), sua ativa participação nas articulações para a construção de um moderno centro de convenções na região. A iniciativa, que projeta um financiamento robusto com recursos do Governo Federal e emendas parlamentares, surge como uma promessa de injeção de competitividade e um novo horizonte para o Polo de Confecções do Agreste, um dos mais efervescentes do país, diante dos desafios crescentes impostos pela Reforma Tributária e pela constante necessidade de inovação econômica.

Campos enfatizou o compromisso com a concretização deste que considera um 'sonho' da região, vislumbrando que o centro de convenções transcenda o ambiente meramente produtivo e comercial, inaugurando uma fase de maior integração, intercâmbio de conhecimento e atração de um novo tipo de fluxo econômico.

O Agreste de Pernambuco e a Vocação para o Turismo de Negócios

O Agreste pernambucano é reconhecido nacionalmente pela pujança do seu Polo de Confecções, que engloba municípios como Santa Cruz do Capibaribe, Toritama e Caruaru. Este polo é um gigante da indústria têxtil brasileira, responsável pela produção de milhões de peças de vestuário anualmente e pela geração de dezenas de milhares de empregos diretos e indiretos, sustentando uma vasta cadeia produtiva que vai desde o design e a fabricação até a comercialização em grande escala. O modelo de negócios da região, historicamente pautado no atacado e no varejo de moda a preços competitivos, atrai comerciantes de todo o Brasil.

Contudo, a economia da região, embora robusta, tem um potencial ainda inexplorado no setor de serviços e no turismo de negócios. Um centro de convenções serviria como um catalisador para esta vocação latente, permitindo a realização de feiras setoriais, congressos, seminários, workshops e eventos corporativos que iriam além da mera compra e venda de mercadorias. Tais eventos atraem não apenas compradores, mas também investidores, palestrantes, especialistas e visitantes que demandam serviços de hospedagem, alimentação, transporte e entretenimento, criando um ecossistema econômico mais diversificado e resiliente.

O Centro de Convenções: Um Sonho Antigo e Impulso Econômico

A construção de um centro de convenções em Santa Cruz do Capibaribe não é apenas um projeto de infraestrutura; representa a materialização de uma aspiração antiga da comunidade local por uma plataforma que eleve o patamar de suas atividades econômicas. Este equipamento permitiria que o polo de confecções organizasse suas próprias feiras de moda de grande porte, promovendo suas marcas, lançando coleções e fortalecendo sua identidade no cenário nacional. Além disso, abriria portas para eventos de outros setores, como agronegócio, tecnologia e educação, diversificando a base econômica e gerando novas oportunidades de emprego e renda qualificadas.

O impacto econômico de um centro de convenções é multifacetado. Ele impulsiona diretamente o setor hoteleiro, de alimentação, transporte, segurança e serviços de apoio a eventos. Indiretamente, valoriza o comércio local, atrai investimentos para infraestrutura urbana e de lazer, e projeta a imagem da cidade e da região como um polo capaz de sediar grandes eventos. Para o Agreste, significa a transição de um modelo predominantemente produtivo para um híbrido que agrega serviços de alto valor, tornando-o mais dinâmico e menos suscetível a flutuações de mercado em um único setor.

A Relevância do Financiamento Compartilhado

A viabilidade do projeto, conforme anunciado por João Campos, está atrelada a uma engenhosa articulação política e institucional. O modelo de financiamento prevê a combinação de recursos do Governo Federal, sob a gestão do presidente Lula, e emendas parlamentares do deputado Felipe Carreras (PSB), com o suporte do deputado Diogo Moraes (PSB). Essa sinergia entre diferentes níveis de governo e a colaboração parlamentar são cruciais para a concretização de empreendimentos de grande porte, especialmente em regiões que buscam fortalecimento econômico.

A negociação envolveu diretamente o Ministério da Micro e Pequena Empresa e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A participação dessas pastas é estratégica, uma vez que o centro de convenções tem o potencial de fortalecer o ecossistema de micro e pequenas empresas do Agreste, além de promover o desenvolvimento industrial e comercial da região. Essa colaboração interministerial e o apoio parlamentar demonstram um alinhamento de esforços para impulsionar o desenvolvimento regional, sinalizando um compromisso amplo com o crescimento econômico e social de Pernambuco.

Desafios da Reforma Tributária e a Defesa da Competitividade Local

A Reforma Tributária em discussão no país, embora com o objetivo de simplificar o complexo sistema de impostos brasileiro, apresenta desafios significativos para arranjos produtivos locais, especialmente aqueles intensivos em mão de obra e com uma vasta rede de pequenas e médias empresas, como é o caso do Polo de Confecções do Agreste. As mudanças podem impactar a carga fiscal, a competitividade dos produtos e a dinâmica de toda a cadeia produtiva, exigindo estratégias de adaptação e fortalecimento.

Diante deste cenário, João Campos defendeu vigorosamente a necessidade de investimentos públicos nos Arranjos Produtivos Locais (APLs) para preservar a competitividade do setor. APLs são aglomerações de empresas (e outras instituições) que atuam em torno de um mesmo setor produtivo, geralmente em uma mesma região geográfica. O apoio a esses arranjos, por meio de infraestrutura, capacitação e incentivos, é fundamental para que pequenos empreendedores possam ganhar escala, acesso a tecnologia e se manterem competitivos. Campos também recordou medidas adotadas em gestões passadas do PSB, como a redução do ICMS para o setor têxtil do Agreste, que se mostrou crucial para baratear custos e impulsionar as vendas.

Desburocratização como Estratégia de Apoio ao Empreendedor

Além do suporte financeiro e de infraestrutura, a desburocratização foi outro ponto central na fala de João Campos. Ele citou exemplos de sua gestão na Prefeitura do Recife, onde a dispensa de licenciamento prévio para cerca de 900 atividades econômicas simplificou a vida de pequenos e médios empreendedores, reduzindo custos e tempo para a formalização de negócios. Essa medida é essencial para fomentar o empreendedorismo, especialmente em um contexto onde a informalidade ainda é um desafio.

A proposta de criar um 'comitê permanente com todas as secretarias envolvidas para discutir questões que, muitas vezes, atrapalham o pequeno empreendedor' reforça a visão de um governo mais ágil e acessível. A burocracia excessiva é um dos maiores entraves ao crescimento de pequenos negócios, e a coordenação multissetorial pode identificar e remover gargalos, permitindo que os empreendedores foquem no que realmente importa: produzir, inovar e gerar valor para a economia local.

Presença Política e o Elo com a Comunidade

A agenda de João Campos em Santa Cruz do Capibaribe foi marcada por uma intensa interação com a comunidade e lideranças locais. A visita ao Calçadão Miguel Arraes de Alencar, uma obra significativa viabilizada durante a gestão do ex-governador Eduardo Campos, serviu como um elo entre o passado e o presente do PSB em Pernambuco, reforçando a continuidade de um projeto de desenvolvimento para a região. No Moda Center Santa Cruz, um dos maiores polos atacadistas do país, Campos conversou diretamente com comerciantes e frequentadores, ouvindo suas demandas e aspirações.

O testemunho da comerciante Clemilda Jerônimo, que há 22 anos trabalha na região, evidenciou o impacto direto das políticas públicas na vida das pessoas. Sua gratidão pelas obras realizadas, atribuídas à gestão de Eduardo Campos, humaniza o discurso político e conecta as ações propostas com um histórico de entregas. A presença de importantes figuras políticas como o senador Humberto Costa (PT) e o pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), juntamente com outras lideranças e apoiadores, sublinha o caráter de articulação ampla e o peso político da proposta de Campos para o Agreste.

A articulação para a construção do centro de convenções em Santa Cruz do Capibaribe representa mais do que um projeto de infraestrutura; é um investimento estratégico no futuro do Agreste pernambucano. Ao focar na diversificação econômica, no turismo de negócios e na desburocratização, João Campos propõe um caminho para fortalecer a competitividade regional e gerar novas oportunidades para milhares de empreendedores. Continue acompanhando o Periferia Conectada para mais análises aprofundadas sobre o desenvolvimento de Pernambuco e as iniciativas que transformam a vida em nossas comunidades.

Fonte: https://www.folhape.com.br

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